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MPRJ investiga Flamengo e Fluminense por suposta superlotação e irregularidades no Maracanã

Ministério Público apura denúncias de venda de ingressos acima da capacidade permitida no Maracanã, o que pode gerar sanções administrativas aos clubes.

Publicado em Redação RRN
MPRJ investiga Flamengo e Fluminense por suposta superlotação e irregularidades no Maracanã

O Maracanã está sob investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) devido a denúncias de comercialização de ingressos acima dos limites de segurança estabelecidos. O inquérito, instaurado pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST) no final de agosto, apura possíveis falhas no controle de acesso e irregularidades nos borderôs das partidas realizadas desde o ano passado, conforme detalhado pela CartaCapital.

Riscos à segurança e suspeitas financeiras

A investigação aponta que a quantidade de entradas disponibilizadas ao público teria superado a capacidade autorizada em setores específicos, com destaque para o setor norte e o espaço oeste superior. Além do risco à integridade física dos torcedores, o Ministério Público levanta a suspeita de que parte dessas vendas não tenha sido devidamente registrada nos borderôs oficiais. A estimativa das autoridades é de que essa divergência possa representar uma movimentação financeira não declarada de aproximadamente R$ 1 milhão por mês. O caso foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Urbanismo para aprofundar a análise sobre a gestão do estádio, que é operado pela Fla-Flu Serviços S.A.

Impacto no planejamento operacional

Outro ponto crítico levantado pelo inquérito diz respeito à transparência das informações fornecidas à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). Existe a suspeita de que as planilhas apresentadas em reuniões operacionais utilizem estimativas de público inferiores à realidade. Se confirmada, essa prática teria comprometido o planejamento das forças de segurança, que estariam operando com um contingente subdimensionado para a quantidade real de pessoas presentes no estádio.

Além dos clubes, a investigação também mira a própria FERJ e as empresas responsáveis pela operação de venda de ingressos, como a FutebolCard e a Cognitive Ruptix Sol. O cenário é de cautela, visto que, em casos extremos de descumprimento das normas de segurança e gestão, a legislação prevê sanções que podem incluir a perda do mando de campo por períodos de até seis meses. Até o momento, a apuração segue em curso, buscando esclarecer a extensão das falhas administrativas e a responsabilidade de cada entidade envolvida na operação do Maracanã.

Esta matéria foi redigida pela equipe RRN com informações de cartacapital.com.br.
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